Por trás das Lentes

Aos 4 anos de idade, pisei pela primeira vez em um estúdio fotográfico. Daí em diante aprendi a sorrir sem franzir o nariz, que blush é sinônimo de saúde e que eu queria ser igual aquelas pessoas quando eu crescesse.

A lista de ídolos é grande e continuo juntando nomes até hoje.

Teve quem me inspirou a aprender tudo sobre como fazer um filme, simplesmente porque não existia campanha publicitária mais linda que aquelas dirigidas por ele.

Teve quem me pegou pela mão para me ensinar que na moda, elegância está acima de tudo. Teve também alguém cheio de paciência comigo para me mostrar o porquê de cada coisa num set de filmagem. E alguém que passou horas revelando filmes e ampliando fotos comigo, ao mesmo tempo em que fazia poesia.

Um par de gente que me ensinou a lidar com gente, a dizer como se portar no fundo infinito e a usar fita crepe na sola dos sapatos de produção. Aprendi com um desses que um rebatedor e um muro são essenciais para um retrato perfeito, muito embora eu peque no uso do rebatedor por falta de mão.

[Minha tara por camisas brancas também veio disso].

O que era, por muitos e muitos anos, apenas brincadeira para mim, virou profissão e moldou todo meu gosto e repertório.

Toda essa gente está por trás de cada um dos meus clicks.

E depois de muito estudar, ler, pesquisar, conhecer museus, ver filmes, fazer mudanças grandes e pequenas, viajar, errar e recomeçar, cheguei ao que hoje chamo de “fotografia afetiva”.

Criar seu branding, dar a cara à tapa no mercado, desenvolver sua marca e seus produtos com boas e sinceras fotos, pode ser a melhor forma de sobressair na multidão. Toda foto, até mesmo os retratos mais “caretinhas” corporativos, podem ter mais personalidade, amorosidade, sinceridade e verdade. E os registros fotográficos que guardam as memórias podem ter muito mais significado se colocarmos mais ALMA no negócio.

E essa é minha missão para com meus clientes, colocar ALMA na sua foto, a sua e a minha, e toda bagagem que faz de você um ser único.